
Estranho é sentir.
É ‘abrir’ o peito, dar a cara a tapa, escancarar a porta e pagar pra vê.
É saber que ainda não era tempo de brincar longe do portão de casa e de repente se dar conta que já não está no mesmo ‘país’, mudou-se a língua, os costumes e o brinquedo agora é outro.
É ter a certeza que os remédios não amenizaram a dor, nem colo de mãe, nem as festas com amigos.
É ter medo e ainda assim arriscar, fechar os olhos e seguir, sem rumo, só com o vento frio na espinha.
É gritar e ninguém se dar conta, é estar sufocado em uma liberdade plena.
É estranho sentir, é estranho permitir que um estranho te faça sentir estranha.
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