segunda-feira, 11 de março de 2013

É chegado 'O' tempo!




Enquanto escrevo esse texto, ouço Teatro Mágico e vem aquela avalanche de lembranças boas de um tempo que não volta mais, aí também vem a insegurança, o mini pânico de ter 24 anos e uma terrível crise que no próximo ano serão 25.

É aquela velha história que ouvi da minha avó, mãe, irmãs e que com certeza meus filhos ouvirão de mim. Sim, é verdade, os  amigos (assim como eu cresceram) vão se casar, não vão ter tanto tempo de passar a noite jogando papo fora, as festas de aniversário começam a ficar menos emocionantes sem um banho de ovos na saída da escola, sem as festinhas surpresas ou aquela ligação que te faz chorar o resto do ano.

E pra isso não tem remédio, não adianta espernear, chamar a mãe ou a irmã mais velha para te ajudar, esqueceu, você já tem 24 anos Ana! Estamos sem tempo para o Show da Xuxa (aliás ela é loira, coisa que você já está bem perto disso, rs) ou as historinhas e músicas fofas do Patati e Patatá ou Galinha Pintandinha, que na sua época era um ‘Atirei o pau no gato’ e olhe lá!

Mas, mesmo depois dessa crise de quem acaba de ter a noção que a sua idade equivale a quase 1/4 de século (isso é muiiiiito tempo), me transbordo de felicidade, porque tem tantas coisas boas que o tempo trás, que não trocaria por todas as delícias dos meus 15 anos.

Nesse tempo, descobri que algumas amizades você vai usufruir verdadeiramente até o centenário.

Que amor de Pai e Mãe, dói. É demais, intenso, indescritível e que sim, eles estavam certos o tempo todo.

Que os ‘nãos’ da vida realmente não matam, mas ensinam muito mais que todos os ‘sins’ juntos.

E que as escolhas corretas só acontecem quando você está preparada emocionalmente, espiritualmente e com o coração tranquilo!

Desejo mesmo, que o sorriso cresça dia a dia, que o colo dos amigos estejam disponíveis, o abraço dos meus pais esperando por mim (impreterivelmente), Deus na direção de tuuuuuudo, as minhas irmãs completando a alegria dos meus dias, que sempre se encerram com as nossas risadas no sofá da sala (mas nem me importaria se estivéssemos casadinhas e isso acontecesse ocasionalmente, afinal, essa família está precisando de algumas figuras masculinas, rs).

Que a vida seja linda, exatamente assim, como sempre foi! Tudo no seu tempo, sem pressa e aproveitando cada vento que bate no rosto, e que eu possa senti-lo até quando nesse rosto, tenham muitas rugas e meus netos peçam pra que eu repita tudo isso, sentados aos pés de uma cadeira de balanço.
Bem vinda Ana, esse é o tempo do seu milagre!