terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

'Faça rima'


Bate no peito, assim meio sem jeito.
Se toda história exige um pouco de medo, só peço que não traga pesos.
Afinal não importa que seja breve, mas ao menos seja leve.
Aliás preciso dizer que gosto muito de atitudes, mas de uns tempos pra cá, tenho preferido altitudes.
Porque se for pra viver, prefiro voar alto, do que ter sempre que descer do salto.
Não quero que deixe de acontecer por medo de  me arrepender, não dizem que tem sempre um novo amanhecer?
E se não der? No outro dia, sorria, aí dentro tem um peito cheio de alegria.
Aliás menina, esse sorriso não depende de ninguém, felicidade é pra quem tem.
Pra quem tem coragem, isso é muito mais que uma vantagem, é viver de um futuro feito de miragem.
Sendo assim, sempre pensei que a miragem é como uma realidade vestida de sonho e se o assunto é sonho, eu sempre me disponho.
E se não for dessa vez, não desista, desistir é pura estupidez.
No final, reúna toda a emoção e faça uma canção ou até mesmo uma oração.
Se optar pela canção, fale de amor e não de dor.
Mas se for pela oração, cuidado com o pedido, ele pode ser atendido, mas não necessariamente correspondido.
Assim, espere pelo sim ou pelo fim.
Talvez só, quem sabe nós ou enfim a sós.

domingo, 25 de janeiro de 2015

'Isso é tudo'


É tarde de domingo, chove (não só) lá fora, as gotas escorrem (não só) pelo vidro da janela, eu tentava ler a centésima página de um livro e ouvia atentamente uma das minhas músicas preferidas.
A casa está vazia, aliás não só ela. Às vezes gosto disso, gosto de dar espaço pra mim, para os meus pensamentos e ter um tempo para o ‘autoconhecimento’ e meus descarregos. 
Tantas coisas me vieram à mente como momentos, mudanças, viagens, amigos, sonhos, enfim, em cada ‘intervalo’ pensava: Ninguém é como você, Ana!
Sim, ninguém!
Ninguém tem esse sorriso fácil, essa alma leve, esse coração sonhador, esse sotaque, essa paixão pelas cores, esse jeito de ‘Ah, tá bom!’, essa vontade de viver devagarinho, sem pressa, esse desejo de espalhar alegria por onde passar, essa mania de colocar sentimentos num papel e de adorar cantar, mesmo quando sua voz não ajuda muito (ou nada), essa coisa de ser colo, quando na verdade se precisa de um, essa lentidão genuína que te impede de se arrumar rápido, comer depressa e arranjar um tempo na ‘agenda’.
Ninguém é como você, Ana! Ninguém tem tantos defeitos assim.
Ainda que exista milhares de ‘meninas’ no auge dos seus 25 anos, independentes, tentando assimilar as transições, tropeçando e levantando (nem sempre na mesma proporção), cheias de metas e tentando alcançá-las ou escrevendo suas histórias com uma coragem absurda. 
Ninguém é como você, Ana!
Ninguém!
E isso, é tudo!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

'Que seja'


E a vida? 
Ah! Essa segue acontecendo nos detalhes, nas entrelinhas, nos olhares, nos sorrisos desconcertados, nas gargalhadas, nos pensamentos, nas superações, no que aprendo e acaba virando rotina ou no que aprendo e justamente por isso nunca mais repito.
Que loucura que é a vida, essa coisa de não saber o que acontecerá  daqui um segundo e ainda assim viver planejando, esperando, sonhando...
Vai vê que é aí que a magia inteira acontece, viver as emoções de uma surpresa, um toque, um frio na barriga, uma expectativa, um arrepio...
Coisa boa é viver, viver o presente como um presente, viver de mansinho, viver leve, viver pra ser melhor, pra ser único, viver pra ser!
Que a vida seja um poesia, dessas que fazem os olhos brilhar, que arrancam suspiros, um sorriso de canto e enchem o coração de esperança.
Que a vida seja como um abraço apertado, um beijo demorado, uma ligação desejada num momento inesperado, a música predileta cantada ao pé do ouvido ou um eu te amo dito a qualquer hora.
Que a vida seja doce, intensa, que valha a pena e que faça a diferença!
Que assim seja!
Que seja!
Seja!
Apenas...

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quem vai fazer?



Ah, esse tal de destino!
Será mesmo que ele existe?
Será que ele é ‘justo’?  
Será que ele vai conseguir superar as expectativas que todas as pessoas depositam nele?
Será que ele vai  fazer com que reencontros aconteçam, que olhares se cruzem, que vontades se saciem, que abraços se preencham, que paixões sejam intensas e os sentimentos recíprocos?
Parece-me muito pra se colocar nas costas ‘desse pobre’, mas acho que dá pra dividir esse fardo com o acaso, né? Também tem os anjos que podem ajudar e dizer o bendito ‘amém’.
Na verdade, acho que sou eu quem precisa transferir a tarefa e responsabilidade de se virar e arranjar um jeito de tudo isso aí acontecer. Ou talvez, sejam apenas os sonhos de uma menina que ainda não despertou (e nem quer) tentando encontrar nessa realidade uma brecha.
De um jeito ou de outro, volto aos questionamentos, e aí quem vai fazer tudo dar certo?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aninhar

Sou do tipo que lê tudo, outdoor, bula de remédios, etiquetas, as letras miúdas dos panfletos, dezenas de prefácios, manual de instruções, modo de usar e quando posso, tenho a louca mania de cantar uma música para cada palavra que vejo no caminho.
Mas outro dia li em algum lugar uma frase que não me fez encontrar uma música sequer pra dar um pouco de leveza à aquele caminho que parecia maior do que de costume ou que me arrancasse apenas um sorriso discreto que por vezes dou quando me pego cometendo minhas loucuras. 
A frase dizia apenas que ‘paixão é passarinho e amor é ninho’.
Foi a analogia mais sensata que cruzou os meus olhos curiosos nos últimos tempos, concordei tanto com aquilo que de repente percebi que nessa vida literalmente nunca tive paradeiro, ainda que por diversas vezes tenha me sentido 'aninhada'.
Já voei tão alto que sequer pensaria em ter os pés no chão (ou no ninho), criei coragem a tal ponto, que a altura me parecia um lugar seguro, doce ilusão da paixão. Um dia as asas se cansam, o frio na barriga vai se aquecendo e é preciso muito mais que toda aquela imensidão.
É preciso encontrar a mesma adrenalina do voo no pouso, é necessário que em cada batida das asas o coração bata mais forte fora do peito, quem sabe lá no ‘ninho’, é melhor quando toda aquela liberdade não faça o menor sentido porque tem tantos motivos maiores pra ficar, pra voltar, pra aquietar, pra acalmar, pra aninhar-se...
No vôo tantas incertezas, no ninho tanto amor!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

'Caíram estrelas'


Caíram estrelas em mim!

Como estranhamente se sente um arrepio ou um cheiro que te leva ao passado, senti apenas a suavidade daquele momento.
Caíram! 
Deram mais brilho ao meu olhar e trouxeram uma luz que jamais havia possuído.
Como haveria de viver mais sem essa ‘clareza’?
Como poderia passar agora sem que me notasse? 
Aos olhos de quem realmente precisava enxergar, pude compreender a  sua magnitude e amor que acabara de despejar em mim.
Aproveitei tamanha generosidade dos céus, estampei um sorriso no rosto e ainda estática como quem acabara de ser surpreendida, apenas agradeci!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

'Mais de mim'



Estava com saudade!
Saudade da minha companhia sutil, dos meus pensamentos incessantes, da minha risada despretensiosa e até dos meus desabafos sentimentais.
É estranho falar disso agora, ainda é tudo muito estranho.
Assim como é estranho abrir mão de mim, sem sentir.
É estranho acomodar-me em um canto que não é meu.
É estranho dar espaço para o que não me pertence.
É estranho ouvir o que não passa pelo ‘filtro’ da leveza.
É estranho me perder em um caminho que eu construí.
É estranho usar o que não combina comigo, seja uma situação forçada, um sorriso amarelo ou blusa com estampa de caveiras.
Mas é normal ser leve!
É normal acordar descabelada, fazer manha pra sair da cama, usar um pijama velho e surrado, é tão normal sentir saudade.
Um dia! Quem sabe um dia, essa sensação de saudade passe. E aí, eu vou perceber que ter a minha companhia inteira, é infinitamente melhor do que ter todas as outras coisas pela metade.
Então nesse dia, toda essa saudade estará completamente justificada e eu extremamente encantada pela minha agradável companhia, e assim irei usufruí-la tão serenamente como tento fazer agora. 
Por favor, mais doses caprichadas de Ana!