Não seria eu, se não fosse profundo demais.
Não me acostumei com os mergulhos rasos, mas sempre me esqueço que o ar me falta.
E assim, prendo a respiração e me jogo, mesmo que com o coração acelerado e sem saber nadar.
Lembra Ana, você não está imune aos 'afogamentos'.
Não! Em sua grande maioria, só me lembro disso, quando a volta se torna longa demais e a respiração ofegante.
Preciso de salva-vidas, boias e sabe se lá o que mais. Na verdade, acho preciso de coragem!
Coragem pra deixar as 'águas' e pisar em terra firme.
Coragem pra encher esse corpo de poeira e dá uma sacudida e seguir, simplesmente.
Coragem pra deixar de ficar submersa e dá a cara a 'tapa'.
Coragem, coragem, coragem!
Mas enquanto isso, é hora de dar um mergulho!

