Estava com
saudade!
Saudade da
minha companhia sutil, dos meus pensamentos incessantes, da minha risada despretensiosa
e até dos meus desabafos sentimentais.
É estranho falar
disso agora, ainda é tudo muito estranho.
Assim como
é estranho abrir mão de mim, sem sentir.
É estranho
acomodar-me em um canto que não é meu.
É estranho
dar espaço para o que não me pertence.
É estranho
ouvir o que não passa pelo ‘filtro’ da leveza.
É estranho
me perder em um caminho que eu construí.
É estranho
usar o que não combina comigo, seja uma situação forçada, um sorriso amarelo ou
blusa com estampa de caveiras.
Mas é
normal ser leve!
É normal
acordar descabelada, fazer manha pra sair da cama, usar um pijama velho e
surrado, é tão normal sentir saudade.
Um dia! Quem
sabe um dia, essa sensação de saudade passe. E aí, eu vou perceber que ter a
minha companhia inteira, é infinitamente melhor do que ter todas as outras
coisas pela metade.
Então nesse
dia, toda essa saudade estará completamente justificada e eu extremamente
encantada pela minha agradável companhia, e assim irei usufruí-la tão
serenamente como tento fazer agora.
Por favor, mais doses caprichadas de Ana!
Por favor, mais doses caprichadas de Ana!
