quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

'Estranhismo'

Estranho é sentir.

É ‘abrir’ o peito, dar a cara a tapa, escancarar a porta e pagar pra vê.

É saber que ainda não era tempo de brincar longe do portão de casa e de repente se dar conta que já não está no mesmo ‘país’, mudou-se a língua, os costumes e o brinquedo agora é outro.

É ter a certeza que os remédios não amenizaram a dor, nem colo de mãe, nem as festas com amigos.

É ter medo e ainda assim arriscar, fechar os olhos e seguir, sem rumo, só com o vento frio na espinha.

É gritar e ninguém se dar conta, é estar sufocado em uma liberdade plena.

É estranho sentir, é estranho permitir que um estranho te faça sentir estranha.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

'A borboleta ganhou uma flor'

No caminho havia uma flor e isso era tudo que a borboleta precisava.

Entre vôos, liberdade e cores, o que faltava era um lugar para pousar, com cheiro suave e tão seguro quanto colo de mãe.

E para a flor em um caminho só, a borboleta era a companhia, ela seria abrigo e com o vento ‘dançariam’ juntas, na mesma sintonia.

Na pétala da flor, nas asas da borboleta. Esvoaçando o que construíram, radiando o que sentem e tão suave quanto a brisa, agradecem e agradecem pelos caminhos, serem hoje, singular.

Nos vôos pelo céu azul, guardei o amor que por lá encontrei e a ela dei de presente.