segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

'Reciclando'

Nem te contei...
Aliás, ando guardando 'coisas' demais!
Guardo verdades que eu já havia me esquecido que existiam!
Guardo medos que nem a idade conseguiu me livrar!
Guardo lembranças que já não fazem tanta diferença!
Guardo sentimentos que não me acrescentam mais nada!
Guardo histórias que até os livros de contos de fadas as desprezam!
Guardo vontades que nunca saciei!
Guardo segredos que são secretos por natureza!
Guardo 'coisas' demais em pouco espaço!
Mas me esqueci que também guardo uma lixeira em casa!
E preciso te contar ...
Acho que aprendi 'reciclar'!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

'Retrospectiva'

Pra começar, dizer que o ano chegou ao fim!
E como sempre, cada vez mais depressa...
É tempo de árvores iluminadas, Papais Noéis por todos os lados, ceias com mesas fartas, brindes, fogos, pedidos e agradecimentos.
Nada melhor do que olhar pra trás e ter mais a agradecer do que pedir!
Agradecer aos que me deram amor, sorrisos, abraços, colo e que me ajudaram a fazer de 2010 um dos anos mais felizes da minha vida.
Ao 'Meu Anjo', digo que as férias nunca mais serão as mesmas, mas o céu também nunca mais será o mesmo depois que você se mudou pra lá, brilha muito porque nesse Natal os anjos terão muito mais motivos pra celebrar, te amarei pra sempre e em mim você permanece vivo.
Aos meus amigos, o que seria de mim sem vocês? Sem os fins de semana produtivos, as tardes de risadas, as conversas construtivas e as desnecessárias, sem os programas de índio, sem os encontros de 'reconstrução'. Vocês fazem toda a diferença, e se preparem para me aguentar nos próximos 60 anos, acho que isso já é o suficiente.
A minha família, a mais linda de todas, vocês são 'os motivos'! Obrigado por existirem e me ajudarem a diariamente ser uma pessoa melhor. Sem vocês? Nada feito!
Ao meu refúgio, ao único e melhor amigo, as melhores conversas, o melhor colo, o melhor ombro, a maior razão, ao que me faz sentir a pessoa mais protegida e amada desse mundo! Deus você é o cara!
Aos meus sonhos, ah! vamos nos encontrar muito ainda, nossa história é do tipo 'até que a morte nos separe'!
As oportunidades bem aproveitadas, as que nem vi passar, as noites mal dormidas e as de um quase desmaio, as manhãs ensolaradas, e as de tempestade, aos dias solitários, e aos que dolorosamente tive que escolher diante das muitas opções de companhia, a todos os meus 'descarregos', a todas as histórias que ao longo desse ano fizeram a diferença, acabo de colocá-las nas minhas melhores lembranças.
'Estou de braços abertos para receber o melhor ano da minha vida!'

domingo, 5 de dezembro de 2010

'Ando...'

Ando estranha, desatenta, insegura!
Ando nostálgica, chorosa, incomodada!
Ando só, vazia, melancólica!
Ando sem destino, apressada, sedenta!
Ando com calos, perdida, dolorida!
Ando ansiosa, desesperada, calada!
Ando breve, objetiva, desesperançosa!
Ando impaciente, agitada, desencontrada!
Ando com sonhos distantes, alma embriagada, coração cansado!
Ando, padeço, sufoco!

sábado, 13 de novembro de 2010

'Querer não é poder'

Queria acreditar que são só alguns dias, vazios e melancólicos!
Queria entender porque quando o tempo precisa ser remédio, ele destrói!
Queria saber por que deságuo quando me sinto seca!
Queria conseguir ser forte, quando meus membros não correspondem aos meus comandos!
Queria distinguir as dores da alma, das da minha enxaqueca, mas essas parecem se unir para adquirir tamanha intensidade!
Queria ter a certeza de que o que tenho me basta, mas a cada dia isso me parece pouco demais!
Queria compreender porque 'Ela' sofre uma autodestruição, quando podia ser como antes ou como sempre!
Queria a ingenuidade da infância, as descobertas da adolescência e a autoconfiança de ontem!
Queria ter sabedoria instântanea para transportar os sonhos à palma da minha mão!
Mas um dia, minha mãe me disse que 'querer não é poder'!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

'Sonho de Consumo'


Sem pensar muito fui às compras!

Comecei a escolher tanta coisa sem ao menos ler o rótulo, verdadeiramente espero que nenhuma delas tenha data de validade, e que essa seja do tipo indeterminada.

Me dei o direito de ao menos uma vez na vida não me preocupar com preço que teria que pagar ao final e logo estava lotada de todos os meus 'sonhos de consumo', só então tive a curiosidade de perguntar:

- Moço quanto custa a Felicidade?

Nem esperei a resposta e logo me arrependi de ter perguntado.

- Moço não precisa responder, eu quero toda a Felicidade que tiver no estoque, hoje o que menos me importa é quanto vai me custar.

Cada embalagem vinha com um brinde diferente e por isso quis todas que estavam ali, mas a minha predileta é 'Leve a Felicidade e ganhe AMOR inteiramente grátis', sem dúvida é isso que chamo de par perfeito.

Mas então me lembrei do egoísmo tamanho que tomava conta de mim, do que me adiantaria ter todo a Felicidade se não pudesse compartilhá-la e, imediatamente me veio como um despejo na memória todas as pessoas que espero que sejam extremamente felizes, tanto quanto espero ser.

Aproveito que o Natal está próximo e distribuo toda a Felicidade que acabo de adquirir.

- E Moço, pode me dar o troco em balas!

sábado, 6 de novembro de 2010

'Sinônimos'

Chuva é sinônimo de nostalgia!
Talvez o barulho das gotas batendo forte em minha janela, o vazio das ruas, o silêncio da noite quebrado por raios e trovões, os programas de televisão vazios e praticamente desnecessários, corpo cansado e um coração só e entediado, sejam bons motivos para acreditar que a chuva é sinônimo de nostalgia.
Os dias quentes, de sol a pino, suor no rosto, dia movimentado, noites badaladas, me deixam enérgica só de descrevê-los.
Ainda com tamanha diferença, como bem e mal, às vezes sou de chuva e outras de sol. Tempestiva e solitária ou ensolarada e enfeitada com um belo arco-íris.
Já me disseram que a solidão faz bem e já concordei com isso, o que me surpreende é me sentir assim mesmo quando sei que estou rodeada dos meus bons e velhos amigos e essa sensação não me deixa, ainda que saiba que um dia cinza é sempre substituído por outro colorido e cuidadosamente pintado a mão, tenho medo, muito medo que um dia as minhas cores sejam insuficientes para tantos espaços neutros.
Talvez me faltem sinônimos para descrever o sol e a chuva, talvez também me faltem sinônimos para descrever o cinza desse dia e as cores do que eu espero que nasça amanhã.
Caso me falte algumas cores, talvez encontre alguém que queria me doar um pouco das suas, prometo usá-las cuidadosamente, talvez precise apenas disso, das cores de outra pessoa para misturá-las com as minhas.
E se ainda não sabe, em um dia colorido e vivo te conto o sinônimo dessa mistura.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

'De malas prontas'

Arrumo as malas!
E tento levar apenas as coisas necessárias, sem exageros, o que geralmente é quase impossível.
Hoje levarei apenas as peças curingas, aquelas que ficam sempre boas com tudo, como um pretinho básico, essas costumo chamá-las de 'boas escolhas'.
Por serem curingas peguei sem pensar muito, e coloquei na mala as qualidades de todos os meus amigos, a sinceridade de um, o companheirismo do outro e a cumplicidade de todos. Eles por si só seriam capazes de lotar toda a minha bagagem com tantas lembranças, histórias, festas, as muitas e cotidianas risadas, as conversas construtivas e as de pura bobeira, os filmes assistidos com um balde de pipoca, litros de coca-cola e o bom e velho brigadeiro, os shows, os melhores almoços, a pior fossa, as trilhas sonoras, as viagens, reveillon, os presentes, aniversário surpresa, as provas, colas, os conselhos sábios e os insanos, o sorriso aberto, o ombro confortante, o abraço acolhedor, as lágrimas de alegria e sofrimento recíproco.
Nada melhor do que ter a certeza que não se esqueceu de nada!
Não me importo de carregar o peso da mala, sei que dentro dela estão as minhas maiores conquistas, minhas apostas, refúgio, carregador de energias, confessionário, razões para aceitar uma balada quando meu corpo pede cama, as contas rachadas, a indicação para um emprego, namoro, lugares, dentre tantos outros, nomearia-os de 'bons motivos'.
E se agora recebesse um convite para a maior de todas as viagens que já fiz, eu diria que "estou de malas prontas".

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ZzZZzzZz

Sonhe alto!
Sonhe como eu!
Sonhe como se não existisse chão, apenas vento no rosto e liberdade!
Sonhe não só com as possibilidades, mas sonhe de fato!
Sonhe que o amor pra vida inteira existe!
Sonhe que o "E viveram felizes para sempre" dos contos de fada acontece!
Sonhe com um mundo sem guerra, miséria, desigualdades, corrupção!
Sonhe que o dia que começou mal, vai terminar com um convite irrecusável!
Sonhe com os sentimentos recíprocos!
Sonhe com amizades verdadeiras!
Sonhe hoje, sonhe amanhã, sonhe sempre!
Sonhe dormindo ou acordado, tanto faz, sonho é sonho de todo jeito!
Sonhe ainda que já seja real!
Sonhe além do céu, além do chão, além da vida!
Sonhe como se o espaço do mundo fosse pouco!
Sonhe em ter um coração imenso, nem que seja pra encaixar sentimentos antigos, eles também são sonhos, 'calados e quietos', mas sonhos!
Sonhe muito, sonhe alto, sonhe mais!
Sonhe, se preciso tenha até pesadelos, mas sonhe!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

'Qual idade?'

Tenho a idade dos meus sonhos!
Os meus sonhos tem a idade da minha alma!
A minha alma tem a idade dos meus desejos!
Os meus desejos tem a idade de uma mulher, madura!
Essa mulher tem a idade que reflete que no espelho!
Esse reflexo tem apenas a idade que aparenta!
Essa aparência tem a idade que o tempo determinou!
Esse tempo permanece na idade dos sonhos!

'Por Pouco...'


Por muitos dias, esperei!
Por muitas noites, sonhei!
Por muitas madrugadas, pensei!
Por tantos momentos, desejei!
Por tantas dores, anestesiei!
Por tantos vazios, chorei!
Por tantos medos, recuei!
Por tantas oportunidades, renunciei!
Por tanto querer, arrisquei!
Por tantas fases, passei!
Por tantos caminhos, andei!
Por tantas escolhas, errei!
Por POUCOS motivos, me enganei!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

'Era uma vez'

Nem sempre basta papel e caneta pra se escrever uma história.
Nem sempre se precisa apenas de um mocinho e um vilão, para determinar os personagens.
Nem sempre é necessário ser feliz apenas no final.
Nem sempre...
Hoje escrevo minha história, sem caneta, sem papel, sem mocinhos, sem vilões, talvez esteja só e tudo não passe de um 'País das maravilhas' assim como 'Alice' imaginou a Rainha de Copas e todo aquele cenário, quem sabe eu seja apenas uma imaginação fértil demais.
Quem sabe eu tenha escrito página por página apenas com coisas imaginárias, como o amiguinho de infância, que só eu via, o príncipe encantado e o amor pra vida inteira.
Talvez seja mais ilusão do que imaginação, a diferença maior é que uma dói mais que a outra.
Talvez se pudesse escolher, queria continuar essa história sem a parte óbvia que todas possuem, mas se todo escritor tem em suas mãos o poder de criá-la como quiser, quem sabe eu já tenha deixado de escrevê-la e seja apenas o personagem.
Talvez eu esteja perdida e com a terrível sensação de que nada acontece para que eu possa dar início ao próximo capítulo, ou que possam dar continuidade por mim.
Talvez entre ilusão e imaginação, eu tenha me iludido, imaginando que tudo era colorido e que a minha história, seria exatamente como comecei...
'Era uma vez uma menina que levou consigo todos os sonhos do mundo...'





domingo, 4 de julho de 2010

'Em (re)construção"



Ele não estava abandonado, mas fechado há um bom tempo, desde que o 'temporal' o destruiu, nunca mais tinha voltado aquele lugar, por falta de coragem, assumo.
Mas sempre soube que um dia eu teria que voltar e encontraria tudo revirado.
Sempre soube que teria que encarar aquela ‘realidade’, ainda que por vezes me convenci que ela não existia.
Sempre soube que tudo não passava de um 'auto-engano'!
Sempre soube que esse dia estava próximo e ainda assim me pegou desprevenida, apesar de tantas certezas, quando a porta se abriu, me senti ameaçada e tão vulnerável ao passado, sabia, que dessa vez teria que colocar tudo nos seus devidos lugares, e como todas as 'arrumações' deveria me livrar de muitas coisas, tanto materiais quanto sentimentais.
A decisão de voltar, começou quando revi algumas fotos, e ouvi as 'nossas' músicas durante um banho longo, daqueles em que lavo o cabelo e saio me sintindo de alma lavada.
A partir daí, me vi novamente naquele filme que faz uma garota chorar num sábado a noite e devorar uns 500g de brigadeiro, senti a mão suando frio, as pernas pareciam não ter forças e um desejo tão forte que parecia me consumir, nada havia passado, só esteve distante dos meus 'olhos' durante esses anos, era chegada a hora,o 'gigante' despertou.
Por onde começar? Há tantas coisas pelo chão, tanta sujeira, tanto abandono, tanto descaso, tanto engano.
Talvez seja mais fácil começar pelos que estavam na entrada, os sonhos, encantos e os planos, na verdade eles não estiveram sempre ali, foram os únicos que fiz questão de levar comigo quando partir, e justamente por isso era melhor começar por eles, quem sabe dessa vez encontraria o caminho certo.
Acho que não me enganei, após modificar alguns sonhos, 'desencantar' e mudar alguns planos, pude entender que todas as ilusões as quais me aprisionei, estavam totalmente ligadas à eles, tudo agora parece ter mais sentido e ser mais real.
As coisas materiais são mais difíceis de se livrar, porque não tem volta, é definitivo, é como se ali me desprendesse de todos os elos que construir durante esse tempo e não tivesse mais a oportunidade de reviver através deles toda a 'história' e, os seus resquícios de possibilidades.
Tudo está organizado, e após lavá-lo canto à canto com uma 'água meio salgada', posso sentir o cheiro de casa limpa, e ainda que essa 'reforma' dure mais algum tempo, agora, ele já pode novamente manter suas portas abertas.
- Estamos prontos pra recomeçar, coração!

terça-feira, 15 de junho de 2010

'Sabor das Cores'


Cores, cheiros, sabores, sons e tons, assim, tento aos poucos decifrar-me.
As minhas cores não brigam, elas conversam, se entendem e são como uma, todas fortes, vivas, vivas até de mais.
Elas me expressam, são a junção de todos os outros elementos, como a bala verde ao sabor de menta, com cheiro de beijo e trilha sonora de filme.
É as cores tem sabor, e assim como a vida, às vezes são cor de rosa e doces, outras cinzas e amargas, no entanto nem sempre nessa ordem, e é aí que me perco.
A maré pode ser de sorte, mas o sabor é ‘salgado’!
As contas nem faço mais, dos dias que pra ser colorida por fora, me aprisionei a amargura interior, de outros que tive que ser amarga, quando um arco-íris se formava dentro de mim.
Hoje descobri que o céu é de todas as cores, depende de como abro a janela do meu quarto.
Descobri que não posso dar sabor as cores, elas sabem como devem vir acompanhadas.
Além de sonho o que mais pode ser?

sábado, 5 de junho de 2010

'MEU ANJO'

Desde criança, ouço as histórias de que os anjos moram no céu e todos são fofinhos, sorridentes, e só vivem na terra enquanto cumprem suas missões, mas só agora posso entender que isso é realmente verdade.
E como o mais perfeito dos anjos, assim você o fez...
Sorriu os mais lindos sorrisos, sempre tão sinceros, e na maioria das vezes acompanhados com os olhos brilhantes que pareciam lacrimejar.
O mais fofinho, que dava vontade de morder as bochechas, e apertar forte contra o peito, não permitindo que as dores da vida o fizesse sofrer, nem ter medo do que estava por vir.
E assim, com a missão que aqui te trouxe, nos fez a família mais linda e feliz, plantou dentro de cada um de nós, o amor a vida, o respeito ao próximo, nos ensinou com o seu carinho, paciência, a ser EXEMPLO, meu MAIOR EXEMPLO.
Quando eu era criança, você colocava a maquiagem da minha Tia, em algum lugar que eu pudesse alcançar, e ficava olhando de longe, enquanto eu me pintava toda, e se divertia mais que eu, porque sabia que todo mundo descobriria que parte da culpa era sua.
Nos esperava ansioso no jardim da fazenda, seja para o almoço de domingo, fins de semana, ou durante toda as férias, fazia balanço na árvore, gangorra, e abastecia a dispensa com doces e biscoitos.
Obrigado por ter nascido sua neta, mas te chamado de ‘Painho’.
Obrigado por ter sido o melhor e mais presente.
Obrigado por todas as lindas lembranças que tenho com você, e que jamais ninguém roubará de mim.
Obrigado por ter feito parte da minha vida.
Obrigado pelo privilégio por ter vivido ao teu lado durante todos esses anos.
Obrigado por ter compartilhado comigo, experiências, lições, ‘sorrisos’, AMOR.
Obrigado por tudo.
E agora, com sua missão cumprida aqui na Terra, descanse em paz MEU ANJO, porque o céu é todo seu.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

'Sei?'


Não sei quem sou, mas juro que um dia descubro.
Não sei pra onde vou, mas eu chego lá.
Não sei o que quero, mas sei que vou alcançar.
Não sei o limite, mas eu voar muito alto.
Não sei sobre o futuro, mas não me contenho aos riscos.
Não sei o porquê das lágrimas, mas também não sei dos sorrisos. (chorar de rir?)
Não sei de onde vêm as dores, algumas doem no corpo, outras na alma.
Mas...
Sei que saudade é sina.
Sei que a vida é tudo ou nada.
Sei que família é razão.
Sei que amigos, são ‘motivos’.
Sei que o real aproxima, mas é o sonho que encanta.
Sei que quero agora, sei que quero sem demora.
Sei que sou indecisa, moderno ou eterno?
Sei que posso viver tudo, e não entender nada.
Não, eu não sei, ou sei?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

'Tem remédio?'


E hoje senti fortes dores, dessas que a gente não sabe de onde vem.
Doíam tanto que me fizeram parar por um tempo para tentar entender de onde vinham, só aí me dei conta que parte dela era saudade.
Saudade das brincadeiras de infância!
Saudade de passar as tardes planejando o futuro com as minhas amigas!
Saudade do amor da adolescência!
Saudade dos encontros escondidos!
Saudade dos tempos de colégio!
Saudade da essência daquela época!
Saudade de cada sorriso, que hoje não pude vê!
Saudade dos amigos que aos poucos foram pra longe!
Saudade das pessoas que hoje, são ‘estrelas’!
Saudade de tempo disponível!
Mas as dores sempre vêm acompanhadas, percebi que doía também a falta.
A falta que sinto dos meus pais!
A falta do cheiro, ah aquele cheiro!
A falta do encanto!
A falta de ter um ‘coração aberto’!
A falta de ter todos os meus amigos debaixo das minhas asas!
A falta dos abraços, dos ‘eu te amo’, de colo, de segurança!
A falta de quem já fui!
E quando se soma a saudade e a falta, o resultado não dava pra ser diferente dessas fortes dores!
Dói o coração.
Dói à cabeça, o pescoço, os ombros.
Doem aquelas feridas que o tempo, ainda não teve ‘tempo’ o suficiente pra cicatrizá-las.
Dói a alma!
Dói tudo, dói demais!
Será que alguém aí tem remédio pra 'dor'?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

'Faz de conta'


Tenho medo de mim.
Tenho medo de descobrir quem sou de verdade.
Tenho medo dos personagens que criei.
Tenho medo que eles se tornem reais e eu me perca mais ainda, que eu perca o controle.
Tenho medo de assumir o que levo aqui dentro.
Tenho medo das minhas cicatrizes, e da dor que eu me convenci que passou.
Tenho medo de perder as minhas cores, medo de ser preto e branco, neutra.
Tenho medo de saber que aquilo não era pesadelo, mas um sonho que eu não soube lidar.
Tenho medo que o meu coração retumbando dentro do peito, se cale sem ser entendido.
Tenho medo de perder a minha inocência e os resquícios do ‘meu’ conto de fadas.
Tenho medo de não viver e que os meus sentimentos, desejos, sensações sejam apenas o que vi através do meu filme predileto, do meu livro de romance, daquela letra de música, ou de uma história que não protagonizei.
Tenho medo de não nunca mais encontrar, aquilo eu mesma fiz questão de esconder, seja numa caixa de recordações, nas lembranças ou no ‘pior’ lugar de se procurar algo, no labirinto que construí lentamente aqui dentro.
Tenho medo do escuro, do que pode ter dentro do meu armário, ou debaixo da minha cama.
Tenho medo, muito medo.
Mas faz de conta que eu sou corajosa.

sábado, 3 de abril de 2010

'De portas abertas'

‘Qualquer sentimento é bem vindo’...
Foi a conclusão que cheguei em mais um daqueles dias chuvosos, céu cinza, melancolia dominante, e pensamentos a 200 km/h, descobri que triste mesmo é não sentir...
Não sentir as lágrimas escorrendo no rosto de saudade, porque essa só surge de bons momentos que passaram como tudo na vida.
Não sentir o coração disparado quando os meus olhos encontram o que mais queria enxergar, mesmo sabendo que pode não ser pra sempre.
Não sentir as pernas trêmulas e as mãos suando frio quando o coração dá sinal de que algo novo está chegando a um coração ‘fechado pra balanço’.
Não sentir medo de nunca mais ver aquele rosto depois de uma despedida, e dias após sentir novamente o seu abraço forte, o seu cheiro inconfundível e ter a certeza de que ‘ele’ voltou.
Não sentir depois de tempos de lutas, incertezas e dores, o corpo vibrar de alegria por não ter desistido.
Não sentir a felicidade nos olhos de alguém, que não te via há algum tempo, e só aí você se dá conta do quanto às pessoas te amam exatamente como você é, ainda que por muitas vezes ‘ausente’.
Não sentir arrependimento, e apesar de ter errado tanto, ser perdoado e levar aquela lição até o final dos seus dias.
Não sentir tamanha solidão, ao ponto de achar que é último dos mortais, e aquele melhor amigo deixa de ir há um compromisso importantíssimo pra te fazer companhia sem ao menos saber de como se sentia naquele dia.
Eu não senti dúvidas ao abrir as portas pra todos os sentimentos, as suas possibilidades, ‘imperfeições’, surpresas, intenções, arremates, cores, disfarces e ‘limites’!
Sintam-se em casa!
Sintam-se livres e supreendam-me!

domingo, 28 de março de 2010

'Mulher Maravilha'


Queria conseguir lembrar de todos os carinhos que recebi dela desde que nasci, nunca fui muito boa nisso, minhas lembranças começam quando já tinha uns 5 anos e ainda assim as vezes são tão vagas!
Posso sentir a sensação que tinha quando acordava e procurava por ela na casa inteira e não encontrava, meu coração acelerava, meus olhos enchiam d’agua, e quando olhava no espelho estava lá a marca de batom na bochecha que ela me deixava antes de viajar, pra eu ter certeza que ela tinha despedido mesmo enquanto eu dormia.
Das cartinhas que eu fazia antes dessas viagens e que pedia pra deixar sempre na bolsa porque assim achava que nada de ruim aconteceria, e quando ela voltava eu conferia se a carta realmente estava lá e agradecia por ela ter cuidado direitinho dela por mim.
Ela nunca foi muito boa pra arrumar meu cabelo, o máximo que conseguia era um rabo de cavalo e esticava tanto que eu ficava quase uma japonesa, e por mais que doesse adorava quando ela desembaraçava meus cachos depois do banho.
Nas noites frias enquanto ela fazia minha sopa preferida, eu ficava colocando macarrão na chama, não sei por que, mas gostava de vê-lo encolhendo, e ela repetia todas as vezes que as crianças que brincam com isso fazem xixi na cama e eu sempre achava que naquela noite não escaparia e quando acordasse estaria toda molhada, era um alívio acordar sequinha.
Quanta paciência ela tinha pra juntar todas as minhas bonecas que estavam meio estragadas e levar para o Pronto Socorro da Boneca, elas voltavam novinhas com comprovante de internação e tudo.
Eu nunca gostei muito do escuro, e quando por conta dele não conseguia dormir, ela deixava a luz acesa até que eu pegasse no sono, mas se no meio da noite acordasse assustada era só chamar que no dia seguinte acordava na cama dela.
Não me esqueço do dia em que ela me chamou pra uma conversa, disse que eu precisava saber que – Papai Noel não existe! Como assim Papai Noel não existe? E os presentes, o velhinho de roupa vermelha e barba branca? Na verdade Ela também era meu Papai Noel.
Assumo que fui mimada, do tipo que nunca levou umas boas palmadas, no máximo um castigo no dia que joguei detergente em todas as suas plantas, ou quando arranquei todos os adesivos da agenda que minha irmã tinha acabado de ganhar, fiquei um tempão com eles colados na minha testa (esse foi o castigo mais criativo que já tive).
Até minha professora ela já foi, a parte ruim é que quando ia dá um exemplo sobrava sempre pra mim, todo mundo já sabia das minhas manias, micos, mas até nisso ela era ótima.
Ela soprava meus machucados, secava as minhas lágrimas depois de um belo tombo e repetia ‘eu te avisei pra você não fazer isso’, é incrível, ela sempre sabia quando ia dá errado.
Ela é o meu Anjo, sei que terei sempre abrigo debaixo das suas asas!
E Sei que assim como quando eu era criança é só gritar Mããããeeeeeee, que o meu “socorro” virá!
E apesar das muitas qualidades que tenho e de todos os meus esforços, jamais serei metade do que Ela é!

domingo, 21 de março de 2010

'Sob a lona'


Vivo num circo, o mais colorido que já vi.
Todos os dias há um espetáculo diferente, e sempre sou a estrela do show, não importa qual seja.
Geralmente não há ensaios, já que nunca consigo cumprir tudo a risca, às vezes prefiro fazê-lo no improviso.
Os malabarismos não me esforcei a aprender, é quase instinto.
De quantos leões, tigres, ursos que domei as contas nem faço mais.
Dos tombos, arranhões, hematomas e cicatrizes, prefiro não lembrar das dores que os fizeram, mas das histórias que possuem.
Não espero aplausos da platéia, porque esses não significam alegria e euforia no camarim, como me sinto nos bastidores, na maioria das vezes não é o que levo para o palco.
E apesar de viver aqui...
Prefiro a firmeza do chão, do que alturas na corda bamba.
Prefiro os sorrisos espontâneos, aos arrancados com ‘palhaçadas’.
Prefiro silêncio no final, do que gritos e brados por questão de costume.
Prefiro a perda de tempo em frente ao espelho retirando a maquiagem, do que passar o resto do dia ‘mascarada’.
Prefiro participar desse monólogo, a ser protagonista de um show que não é meu.
Prefiro dançar modestamente sozinha, do que fazer um espetáculo de dança com um par que pise no meu pé.
Bom, agora prefiro ir andando, já posso ouvir daqui... “Senhoras e senhores, respeitável público...”.
Ah, mas antes de ir, já ia me esquecendo, a entrada é gratuita, e apesar disso, eu sou a única que ainda sai ganhando ao ‘final’ desse Show!

terça-feira, 2 de março de 2010

'Debaixo D'agua'

Chove tanto lá fora...
Mas a tempestade mesmo é aqui dentro, dentro de mim!
Entre raios e trovões, tento chegar ao abrigo apenas molhada e no máximo com um resfriado no dia seguinte.
Sinto-me alvo.
Sinto-me caçada.
Sinto-me cansada.
Chove forte sob meu corpo, meu rosto, meu mundo, meu travesseiro está úmido e pesado.
Em algum lugar há de se ter um abrigo, nem que seja temporário, só pra me secar, tomar um leite quente e sentir ainda que rápido um abraço forte e aconchegante, só pra me recompor, eu preciso encarar o resto do caminho ele ainda é longo e a chuva não vai parar tão cedo, preciso me apressar, o sol estar por chegar e não quero recebê-lo ‘desmontada’.
Se não encontrar abrigo, seco-me com o vento.
Se não tiver um leite quente, aqueço-me com o meu calor.
Se não receber um abraço, abraço-me.
E se o sol não chegar, eu faço questão de brilhar sozinha.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

'Ao inverso'

Tem dias que são regras.
Tem tardes que são um cochilo depois do almoço.
Tem noites que servem pra (re)pensar.
Têm baladas que acabam como um ‘desperdício de maquiagem’.
Tem amigos que são irmãos.
Tem irmão que é apenas família.
Tem namoros que acabam como experiência.
Tem casos que terminam como amores.
Tem sonhos que são reais.
Tem realidades, que nem foram sonhadas.
Tem sono que é cansaço.
Tem cansaço que é puro tédio.
Tem minuto, que são apenas 60 segundos.
Têm segundos que são eternos.
Tem pessoas que são apenas um foto 3x4.
Tem um papel qualquer, que se torna a melhor companhia.
Tem atos que convém.
Tem conveniências insanas.
Tem felicidade que é teoria.
Tem alegria que é rotina.
Tem sorriso que é condição.
Tem abraço que é reconstrução.
Tem olhar que é diálogo.
Tem conversas que são monólogos.
Tem caixinhas de surpresas, que são óbvias.
Tem certezas que nos surpreendem.
Tem coisas que vem prontas.
Tem outras que a gente inventa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

'Passos distraídos'


Hoje voltando pra casa depois de um dia totalmente previsível, decidi mudar um pouco e não quis permitir que ele terminasse como os outros.
Deixei de lado o ônibus e andei boa parte do caminho, com fones no ouvido e o pensamento longe, longe...
Só depois de alguns minutos de caminhada me dei conta, que estava contando os passos, já havia contado centenas deles, e não tinha percebido.
E isso me fez pensar, sobre coisas que já vinha remoendo os meus dias, mas que por vezes lutei pra não lembrar, será ,que assim como a contagem distraída dos passos, oportunidades estavam passando por mim, e eu despercebida não enxerguei ou não quis enxergar?
Assim como se eu tivesse perdido a conta, eu poderia voltar ao início do trajeto e refazê-la, mas com as oportunidades perdidas pode-se fazer o mesmo?
Há vezes que me sinto com os olhos vedados e ouvidos permanentemente com fones no volume máximo, como se tivesse andando sempre assim, como hoje, distraída!
O que muito me assusta não é só o fato de estar contando os passos, é que antes eu conseguia enxergar e pisar sobre as flores que estavam em meu caminho, engraçado, algumas vezes escolhia as flores do dia, variavam de acordo com o meu humor, ou melhor, na verdade eu só variava as flores, o meu humor era o mesmo, e agora é ele que me assusta.
Desejo ainda que distraídos, passos em meio às flores, sempre coloridas e com algumas borboletas voando alto, daquelas que eu acompanhava o vôo com os olhos e me imaginava tão livre quanto elas.
Desejo mais, quero vento forte no rosto, daqueles que nos impedem de permanecer com os olhos abertos.
Desejo, flores coloridas no caminho, borboletas voando alto, vento forte no rosto, e que isso não seja possível apenas nos sonhos, porque se for, prefiro passos distraídos.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Ela e um bloco de anotações"


Hoje quando acordei havia um bloco de anotações encima da minha escrivaninha, colorido e todo rabiscado.
Ela passou no meu quarto enquanto eu dormia pesado e sonhava o que mais queria viver, e claro que me deixou as anotações que me prometera da última vez, Ela sabia que precisaria disso mais do que nunca.
Passei a manhã inteira lendo o que aconteceu desde a última vez que nos falamos, fiquei surpresa quando li um trecho que dizia ‘os desejos adiados, são intensos e não encantados, a espera pula a introdução’, pois é, o que há tempos rondava seus sonhos agora era fato, a minha menina cresceu.
Os seus fantasmas de assustadores já não têm nada, são quase companheiros, Ela aprendeu lhe dar com os seus ‘gigantes’, e até os desafiam.
Quanta coisa subentendida encontrei em um cantinho rabiscado de uma folha quase sem espaço, ‘naquela sexta feira chorei até pegar no sono, pensei no futuro, pensei no passado que insiste em ser presente, pensei, pensei, pensei tanto que me cansei, dormir sem intervalos, e no dia seguinte não acordei com os olhos inchados, mas despertei de cara nova’, a minha menina não é mais a mesma.
Ela nunca tinha escrito tanto, dessa vez resolveu viver muito mais que sonhar, não deixou páginas em branco, escreveu sem parágrafos pra não perder espaço, decidiu não ter remorso e viver os prazeres não permitidos até então, Ela decidiu ser grande por fora, exatamente como por dentro.
E quando eu tiver coragem o suficiente, eu termino de ler aquele bloco, porque até então não consegui nem metade, mas já posso garantir, Ela já não é mais menina, e tudo aquilo não são apenas anotações.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Caminhos

E os caminhos tive que escolher...
Assim como os amigos, o curso, o filme, o sabor da pizza...
Queria eu ter a certeza onde esses caminhos acabam, ou o que me espera ao longo do percurso, das pessoas que vou encontrar, das que vou perder, das escolhas erradas e das certeiras, das conquistas e dos ‘fracassos’.
Queria não sentir medo, há pontos escuros e não dá pra enxergar onde pisar, tudo é tão imprevisível, inseguro tanto quanto eu.
Queria ter uma mão segurando bem forte a minha, assim como quando era criança pra atravessar a rua, mas sei que preciso aprender andar sozinha.
Queria acreditar que os meus heróis estarão a postos, quando soltar o grito de socorro.
Queria enxergar uma placa ‘vire à esquerda’ quando tiver caminhos a escolher.
Queria mais certezas, menos riscos, mais segurança e menos medo.
Queria ser mais corajosa e menos ‘menina’.
Queria não pensar tanto como vou começar, mas ir em frente sem temer tanto o fim. (Se lembra?)
Quero seguir sem recuo.
Quero seguir sem pesar.
Quero seguir sem pensar quais os 'meios de transporte'.
Quero seguir, só isso.
Eu escolhi seguir...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Procuro-me

Em meio às tardes vazias e as noites mal dormidas...
Procuro respostas!
Nos sonhos interrompidos e nos amores mal resolvidos...
Procuro saídas!
Nas risadas forçadas e no choro contido...
Procuro disfarce!
Nas atitudes impensadas e nas frases incertas...
Procuro mudança!
Nas lembranças vagas e nas fotos envelhecidas...
Procuro amigos!
Nas folhas em branco e nos dias perturbadores...
Procuro descarrego!
No tempo que voa e na lentidão dos dias...
Procuro ação!
Na ausência física e na memória embargada...
Procuro esquecimento!
No momento certo e com o coração livre...
Procure-me!
Nos dias rotineiros e nas noites imaginárias...
Procuro-me!

sábado, 30 de janeiro de 2010

'A alma fala'


Mesmo quando não quero ouvir!
Mesmo quando imploro por silêncio!
Ela não me deixa disfarçar, é como se lançasse para 'fora' tudo o que eu quero esconder.
Não consigo mais deixar oculto, aquilo que antes era só meu!
Ela começou a gritar!
Quero silêncio, abrigo, um lugar onde não vou ouvi-la, nem que seja por alguns instantes!
Quero um lugar tão calmo, em que terei como companhia apenas o que me traz segurança, o que me traz boas lembranças!
Quero tudo o que ‘tinha’ inclusive o silêncio da alma!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

'Multicolorido'


Quero colorir...
Colorir o dia, que não amanheceu com o amarelo do sol, nem com azul do céu, as nuvens não estão brancas como de costume, elas estão pálidas e nem parecem macias.
Talvez hoje eu que não tenha acordado colorida, como acordo sempre!
O meu sorriso de todas as manhãs, ainda não despertou, ele está atrasado e sem pressa!
Logo eu que não costumo prolongar as dores, até pra essas eu dava cor, tantas que logo me esquecia que doíam.
Contornava minhas angústias com cores mais fortes, assim as mais claras eram praticamente imperceptíveis!
E como boa sonhadora que sou, meu “paraíso” é multicolorido, nunca está nublado, há sempre arco-íris, flores, sorrisos e é justamente por isso gosto de ficar lá, porque é da minha cor!
Da cor da minha alma, cor de parque de diversões, circo, festa infantil!
Lá os sons também são coloridos sabia?
E não negros como os daqui, telefone, buzina, gritos, choro, reclamações...
Lá vivem os meus super-heróis...
O Vingador, Malvado, Coringa, esses moram aqui, do lado real, do lado escuro da história!
Quero cores, quero colorir...
Mas dessa vez não onde fico apenas pra sonhar, pra me “esconder”, lá já tem cores demais, algumas até inventadas.
Preciso de lápis-de-cor, tintas, giz de cera, pra colorir onde vivo de verdade!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

'Jogo da Vida'



E tudo não passa de um jogo.
É um jogo, desses que eu jogava quando criança!
Jogam-se os dados, avança duas casas, pula outra, e quando se acha que o jogo está ganho, os dados parecem mandar mais.
Começa voltando três casas, e mais duas, depois mais uma e como num passe de mágica o jogo está perdido.
Não é hora de desistir, ou é?
E se eu decidisse parar por aqui e entregar os próximos jogos de bandeja?
Sem me dar a chance de ganhar da próxima vez, talvez seja menos doloroso perder um jogo do que todos os jogos.
Mas e a dor de não tentar?
Acho que essa é a pior!
Abrir mão, isso já é doloroso e quando não se tenta reverter o jogo então, dói muito mais.
Afinal não dá pra prever, quem sabe o próximo não seja o MEU jogo, aquele decisivo, o de virada sabe, um jogo só, mas bem feito, daqueles que deixa o adversário sem entender como perdeu, o jogo tava ali ganho e agora ele é o "perdedor"!
E então começo a perceber que é necessário mudar a tática do jogo!
Talvez tudo não seja apenas uma questão sorte e não dá pra contar apenas com ela, é preciso mais, muito mais...
Mais riscos!
Maldade!
Audácia!
Iniciativa!
É preciso jogar!
É preciso ser jogadora!

domingo, 24 de janeiro de 2010

'SoRIZZO'


Era uma história sem vilões, mas com mocinho e mocinha…
Não era drama, mas comédia romântica…
Era sentimento verdadeiro, Ele era da família…
Era pra ser com um final FELIZ como todos os contos…
Era pra ser cunhado, mas virou parte!
Era pra “sempre”, mas foi interrompido!
Era destino!
Era pra ser presente, mas tornou- se lembrança!
Era pra ser festa e acabou sem comemorações, sem brindes, sem promessas, sem juras…
Era pra ser real, mas acabou sendo impossível!
Era apenas mais uma viagem, mas não teve retorno!
Era pra ser pesadelo, mas era fato!
Era soRIZZO, mas já não tem graça!
Era pra ser ano novo, mas é sem ELE!
Era pra ser carnaval, mas é sem festa!
Era pra ser casamento, mas é sem noivo!
Era pra ser cunhado, mas é sem o namorado da irmã!
Era pra ser Ronie Rizzo, mas pra mim era Ronie Há Há Há!
Era pra ele tá aqui, mas ele virou uma estrelinha!
Era pra ser filme, novela, teatro, mas foi vida real!
Era pra encerrar...
“Mas o show tem que continuar…”

sábado, 23 de janeiro de 2010

'É ELA mesmo'


Ela acredita nos contos...
Ela sabe é capaz de fazer com que o seu termine com um "e viveram felizes sempre", afinal de contas Ela é a autora da sua história!
Ela também sabe que por ser a mocinha, as suas angústias, indecisões, receios, sonhos, decepções, amores, insegurança e desafetos, todos são totalmente explicáveis, pois essa histórias também tem vilões!
Ela não vive em nenhum reino encantado, apesar de que as vezes precisa dar umas voltas no mundo real!
Ela sempre foi sonhadora, sempre!
Mas Ela me confessou que já desejou não ser assim, até que um dia descobriu que isso era a sua essência, sem isso ELA não seria ELA, seria apenas mais uma...
...mais uma amiga, mais um amor, mais um alvo!
Mas Ela é a diferença, e na maioria dos casos a excessão!
E por falar nisso onde Ela está?
Nossa essa é pergunta um tanto difícil de se responder, a essa hora deve está por aí, em algum lugar, não posso afirmar se sonhando ou vivendo, mas qualquer dia desses Ela volta e me traz um bloco com algumas anotações.