quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Quem vai fazer?



Ah, esse tal de destino!
Será mesmo que ele existe?
Será que ele é ‘justo’?  
Será que ele vai conseguir superar as expectativas que todas as pessoas depositam nele?
Será que ele vai  fazer com que reencontros aconteçam, que olhares se cruzem, que vontades se saciem, que abraços se preencham, que paixões sejam intensas e os sentimentos recíprocos?
Parece-me muito pra se colocar nas costas ‘desse pobre’, mas acho que dá pra dividir esse fardo com o acaso, né? Também tem os anjos que podem ajudar e dizer o bendito ‘amém’.
Na verdade, acho que sou eu quem precisa transferir a tarefa e responsabilidade de se virar e arranjar um jeito de tudo isso aí acontecer. Ou talvez, sejam apenas os sonhos de uma menina que ainda não despertou (e nem quer) tentando encontrar nessa realidade uma brecha.
De um jeito ou de outro, volto aos questionamentos, e aí quem vai fazer tudo dar certo?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Aninhar

Sou do tipo que lê tudo, outdoor, bula de remédios, etiquetas, as letras miúdas dos panfletos, dezenas de prefácios, manual de instruções, modo de usar e quando posso, tenho a louca mania de cantar uma música para cada palavra que vejo no caminho.
Mas outro dia li em algum lugar uma frase que não me fez encontrar uma música sequer pra dar um pouco de leveza à aquele caminho que parecia maior do que de costume ou que me arrancasse apenas um sorriso discreto que por vezes dou quando me pego cometendo minhas loucuras. 
A frase dizia apenas que ‘paixão é passarinho e amor é ninho’.
Foi a analogia mais sensata que cruzou os meus olhos curiosos nos últimos tempos, concordei tanto com aquilo que de repente percebi que nessa vida literalmente nunca tive paradeiro, ainda que por diversas vezes tenha me sentido 'aninhada'.
Já voei tão alto que sequer pensaria em ter os pés no chão (ou no ninho), criei coragem a tal ponto, que a altura me parecia um lugar seguro, doce ilusão da paixão. Um dia as asas se cansam, o frio na barriga vai se aquecendo e é preciso muito mais que toda aquela imensidão.
É preciso encontrar a mesma adrenalina do voo no pouso, é necessário que em cada batida das asas o coração bata mais forte fora do peito, quem sabe lá no ‘ninho’, é melhor quando toda aquela liberdade não faça o menor sentido porque tem tantos motivos maiores pra ficar, pra voltar, pra aquietar, pra acalmar, pra aninhar-se...
No vôo tantas incertezas, no ninho tanto amor!

quarta-feira, 4 de junho de 2014

'Caíram estrelas'


Caíram estrelas em mim!

Como estranhamente se sente um arrepio ou um cheiro que te leva ao passado, senti apenas a suavidade daquele momento.
Caíram! 
Deram mais brilho ao meu olhar e trouxeram uma luz que jamais havia possuído.
Como haveria de viver mais sem essa ‘clareza’?
Como poderia passar agora sem que me notasse? 
Aos olhos de quem realmente precisava enxergar, pude compreender a  sua magnitude e amor que acabara de despejar em mim.
Aproveitei tamanha generosidade dos céus, estampei um sorriso no rosto e ainda estática como quem acabara de ser surpreendida, apenas agradeci!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

'Mais de mim'



Estava com saudade!
Saudade da minha companhia sutil, dos meus pensamentos incessantes, da minha risada despretensiosa e até dos meus desabafos sentimentais.
É estranho falar disso agora, ainda é tudo muito estranho.
Assim como é estranho abrir mão de mim, sem sentir.
É estranho acomodar-me em um canto que não é meu.
É estranho dar espaço para o que não me pertence.
É estranho ouvir o que não passa pelo ‘filtro’ da leveza.
É estranho me perder em um caminho que eu construí.
É estranho usar o que não combina comigo, seja uma situação forçada, um sorriso amarelo ou blusa com estampa de caveiras.
Mas é normal ser leve!
É normal acordar descabelada, fazer manha pra sair da cama, usar um pijama velho e surrado, é tão normal sentir saudade.
Um dia! Quem sabe um dia, essa sensação de saudade passe. E aí, eu vou perceber que ter a minha companhia inteira, é infinitamente melhor do que ter todas as outras coisas pela metade.
Então nesse dia, toda essa saudade estará completamente justificada e eu extremamente encantada pela minha agradável companhia, e assim irei usufruí-la tão serenamente como tento fazer agora. 
Por favor, mais doses caprichadas de Ana!