
E o vento tocou-me nessa manhã diferente do que de costume.
Não era apenas os sinais do frio que se aproxima, depois de meses de pleno calor, avisando que a primavera está chegando com flores no caminho e temperaturas agradáveis. Mas as sensações e pensamentos me trouxeram a certeza que vem por aí longos dias de 'limpeza interior'.
Não adianta, uma hora ou outra, sinto que é preciso refazer alguns caminhos, não consigo e nem posso seguir sabendo que ficaram pra trás porquês, talvez, mas e vários 'se' perdidos ao longo do trajeto.
Prefiro ter sempre a certeza que é assim que as coisas deveriam acontecer e não pelo fato de deixar que o medo me privasse de escolher um rumo diferente, ou preferir a comodidade ao invés do risco, ou permanecer na dúvida quando deveria ter respostas concretas ou perder tempo quando poderia ser objetiva.
Ah! e se algo não está como eu quero, volto, reviro, refaço e refaço, não me prendo a nada, nesse quesito sou andarilha, cigana, só.
E assim como aquele vento que me gelou a espinha, também senti que o coração não estava mais 'quente', os sentimentos perderam a firmeza e a essa hora Ana, tanto te espera, alguns com 'pó' acumulado e outros que nem se quer aquietaram.
Sem armadura, sem defesa, sem reserva, mas com a mesma coragem que me trouxe até aqui, volto e voltarei quantas vezes for preciso, refarei o caminho pra que esse seja diferente e quando o calor e a firmeza voltarem juntamente com as cores das flores, pintarei novamente o dia e esse terá as cores que minha alma resplandecem, em mim ainda que com oscilação de tons, vive uma primavera constante.
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