Poderia ser mais algumas anotações feitas em um bloco, que é usado como um 'salva vidas' para me socorrer da nostalgia em que geralmente me aprisiono.E ali se vão alguns instantes perdida como se não houvesse nada além de uma lapiseira, um bloco e uma alma.
Pensando bem, não é só a nostalgia que me prende, há tantas coisas que me desassossegam, tiram o sono, elevam o estresse normal da TPM, deixam o cabelo sem brilho e o sorriso cansado, é nessas horas que penso que os homens tem mesmo razão, mulher é difícil de entender.
Por muitas vezes me disseram que não sirvo como parâmetro de comparação, não sei se isso é bom, mas me tranquiliza em saber que não existem tantas 'Anas' loucas como eu soltas por aí, com tanta imaginação, 'desencantos', excessos e um bocado de interrogações.
'A Ana não conta', na verdade, a Ana omite, disfarça, desconversa, desacredita, esquadrinha, sorri e é mais, muito mais, nunca se sabe o que tem por trás de tantos sorrisos desentendidos, de olhares perdidos, de frases soltas e isso nem mesmo a Ana sabe, talvez qualquer um saiba mais que ela.
E assim, folheando outras páginas desse bloco, algumas ainda em branco, outras um tanto rabiscadas e grande maioria faltando pedaços que foram descartados junto com pensamentos e eu diria até confissões, percebo que a parte mais difícil é ter que ser comum, como a rotina, regras, religião e até sonhos, mas uma coisa eu tenho que assumir, A Ana disfarça bem!
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