sábado, 3 de abril de 2010

'De portas abertas'

‘Qualquer sentimento é bem vindo’...
Foi a conclusão que cheguei em mais um daqueles dias chuvosos, céu cinza, melancolia dominante, e pensamentos a 200 km/h, descobri que triste mesmo é não sentir...
Não sentir as lágrimas escorrendo no rosto de saudade, porque essa só surge de bons momentos que passaram como tudo na vida.
Não sentir o coração disparado quando os meus olhos encontram o que mais queria enxergar, mesmo sabendo que pode não ser pra sempre.
Não sentir as pernas trêmulas e as mãos suando frio quando o coração dá sinal de que algo novo está chegando a um coração ‘fechado pra balanço’.
Não sentir medo de nunca mais ver aquele rosto depois de uma despedida, e dias após sentir novamente o seu abraço forte, o seu cheiro inconfundível e ter a certeza de que ‘ele’ voltou.
Não sentir depois de tempos de lutas, incertezas e dores, o corpo vibrar de alegria por não ter desistido.
Não sentir a felicidade nos olhos de alguém, que não te via há algum tempo, e só aí você se dá conta do quanto às pessoas te amam exatamente como você é, ainda que por muitas vezes ‘ausente’.
Não sentir arrependimento, e apesar de ter errado tanto, ser perdoado e levar aquela lição até o final dos seus dias.
Não sentir tamanha solidão, ao ponto de achar que é último dos mortais, e aquele melhor amigo deixa de ir há um compromisso importantíssimo pra te fazer companhia sem ao menos saber de como se sentia naquele dia.
Eu não senti dúvidas ao abrir as portas pra todos os sentimentos, as suas possibilidades, ‘imperfeições’, surpresas, intenções, arremates, cores, disfarces e ‘limites’!
Sintam-se em casa!
Sintam-se livres e supreendam-me!

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