
Hoje voltando pra casa depois de um dia totalmente previsível, decidi mudar um pouco e não quis permitir que ele terminasse como os outros.
Deixei de lado o ônibus e andei boa parte do caminho, com fones no ouvido e o pensamento longe, longe...
Só depois de alguns minutos de caminhada me dei conta, que estava contando os passos, já havia contado centenas deles, e não tinha percebido.
E isso me fez pensar, sobre coisas que já vinha remoendo os meus dias, mas que por vezes lutei pra não lembrar, será ,que assim como a contagem distraída dos passos, oportunidades estavam passando por mim, e eu despercebida não enxerguei ou não quis enxergar?
Assim como se eu tivesse perdido a conta, eu poderia voltar ao início do trajeto e refazê-la, mas com as oportunidades perdidas pode-se fazer o mesmo?
Há vezes que me sinto com os olhos vedados e ouvidos permanentemente com fones no volume máximo, como se tivesse andando sempre assim, como hoje, distraída!
O que muito me assusta não é só o fato de estar contando os passos, é que antes eu conseguia enxergar e pisar sobre as flores que estavam em meu caminho, engraçado, algumas vezes escolhia as flores do dia, variavam de acordo com o meu humor, ou melhor, na verdade eu só variava as flores, o meu humor era o mesmo, e agora é ele que me assusta.
Desejo ainda que distraídos, passos em meio às flores, sempre coloridas e com algumas borboletas voando alto, daquelas que eu acompanhava o vôo com os olhos e me imaginava tão livre quanto elas.
Desejo mais, quero vento forte no rosto, daqueles que nos impedem de permanecer com os olhos abertos.
Desejo, flores coloridas no caminho, borboletas voando alto, vento forte no rosto, e que isso não seja possível apenas nos sonhos, porque se for, prefiro passos distraídos.
Deixei de lado o ônibus e andei boa parte do caminho, com fones no ouvido e o pensamento longe, longe...
Só depois de alguns minutos de caminhada me dei conta, que estava contando os passos, já havia contado centenas deles, e não tinha percebido.
E isso me fez pensar, sobre coisas que já vinha remoendo os meus dias, mas que por vezes lutei pra não lembrar, será ,que assim como a contagem distraída dos passos, oportunidades estavam passando por mim, e eu despercebida não enxerguei ou não quis enxergar?
Assim como se eu tivesse perdido a conta, eu poderia voltar ao início do trajeto e refazê-la, mas com as oportunidades perdidas pode-se fazer o mesmo?
Há vezes que me sinto com os olhos vedados e ouvidos permanentemente com fones no volume máximo, como se tivesse andando sempre assim, como hoje, distraída!
O que muito me assusta não é só o fato de estar contando os passos, é que antes eu conseguia enxergar e pisar sobre as flores que estavam em meu caminho, engraçado, algumas vezes escolhia as flores do dia, variavam de acordo com o meu humor, ou melhor, na verdade eu só variava as flores, o meu humor era o mesmo, e agora é ele que me assusta.
Desejo ainda que distraídos, passos em meio às flores, sempre coloridas e com algumas borboletas voando alto, daquelas que eu acompanhava o vôo com os olhos e me imaginava tão livre quanto elas.
Desejo mais, quero vento forte no rosto, daqueles que nos impedem de permanecer com os olhos abertos.
Desejo, flores coloridas no caminho, borboletas voando alto, vento forte no rosto, e que isso não seja possível apenas nos sonhos, porque se for, prefiro passos distraídos.
Borboletas são lindas e livres, mas têm poucos dias de vida. Assim como o delas, nosso tempo é precioso demais para perdê-lo. Pense nisso!
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