domingo, 25 de janeiro de 2015

'Isso é tudo'


É tarde de domingo, chove (não só) lá fora, as gotas escorrem (não só) pelo vidro da janela, eu tentava ler a centésima página de um livro e ouvia atentamente uma das minhas músicas preferidas.
A casa está vazia, aliás não só ela. Às vezes gosto disso, gosto de dar espaço pra mim, para os meus pensamentos e ter um tempo para o ‘autoconhecimento’ e meus descarregos. 
Tantas coisas me vieram à mente como momentos, mudanças, viagens, amigos, sonhos, enfim, em cada ‘intervalo’ pensava: Ninguém é como você, Ana!
Sim, ninguém!
Ninguém tem esse sorriso fácil, essa alma leve, esse coração sonhador, esse sotaque, essa paixão pelas cores, esse jeito de ‘Ah, tá bom!’, essa vontade de viver devagarinho, sem pressa, esse desejo de espalhar alegria por onde passar, essa mania de colocar sentimentos num papel e de adorar cantar, mesmo quando sua voz não ajuda muito (ou nada), essa coisa de ser colo, quando na verdade se precisa de um, essa lentidão genuína que te impede de se arrumar rápido, comer depressa e arranjar um tempo na ‘agenda’.
Ninguém é como você, Ana! Ninguém tem tantos defeitos assim.
Ainda que exista milhares de ‘meninas’ no auge dos seus 25 anos, independentes, tentando assimilar as transições, tropeçando e levantando (nem sempre na mesma proporção), cheias de metas e tentando alcançá-las ou escrevendo suas histórias com uma coragem absurda. 
Ninguém é como você, Ana!
Ninguém!
E isso, é tudo!

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