Chove tanto lá fora...Mas a tempestade mesmo é aqui dentro, dentro de mim!
Entre raios e trovões, tento chegar ao abrigo apenas molhada e no máximo com um resfriado no dia seguinte.
Sinto-me alvo.
Sinto-me caçada.
Sinto-me cansada.
Chove forte sob meu corpo, meu rosto, meu mundo, meu travesseiro está úmido e pesado.
Em algum lugar há de se ter um abrigo, nem que seja temporário, só pra me secar, tomar um leite quente e sentir ainda que rápido um abraço forte e aconchegante, só pra me recompor, eu preciso encarar o resto do caminho ele ainda é longo e a chuva não vai parar tão cedo, preciso me apressar, o sol estar por chegar e não quero recebê-lo ‘desmontada’.
Se não encontrar abrigo, seco-me com o vento.
Se não tiver um leite quente, aqueço-me com o meu calor.
Se não receber um abraço, abraço-me.
E se o sol não chegar, eu faço questão de brilhar sozinha.
"E se o sol não chegar, eu faço questão de brilhar sozinha". Sem comentários!!!
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